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O mundo das tatuagens invadiu Juazeiro

Comportamento
Escrito por Helen Sampaio    Qua, 12 de Setembro de 2012 19:36

O Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, ficou pequeno para as mais de 1.500 pessoas que passaram por lá, no Encontro de Tatuadores neste último fim de semana. O evento trouxe nos dias 7,8 e 9, tatuadores de vários estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, além de admiradores da arte na região do Vale do São Francisco e atrações musicais.

O 4º Encontro de Tatuadores do Vale foi uma verdadeira mistura de gêneros e idades. Homens, mulheres, crianças, adolescentes e quarentões estiveram presentes no Centro de Cultura. Nilton Hermenegildo de 39 anos sempre frequentou eventos deste tipo. Ele é um amante de tatuagens e sempre que tem oportunidade faz uma nova.  Ele confessou que ainda enfrenta preconceito, de pessoas "caretas" que não respeitam aqueles que "curtem" tatuagens. "Ainda existe preconceito, vejo no dia a dia. É só andar por ai", declarou.

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Mais de 1.500 pessoas passaram pelo João Gilberto neste fim de semana segundo os organizadores do evento

Com o objetivo de diminuir este preconceito, o tatuador juazeirense James Mix realizou o evento mais uma vez, proporcionando espaço para os artistas e para o público que tem interesse em conhecer mais sobre o mundo das tatuagens. De acordo com os tatuadores que participaram do evento, este interesse por parte das pessoas tem aumentado com o decorrer dos anos. "Percebo uma preocupação maior relacionada, principalmente, às famílias de modo geral. Os pais estão trazendo seus filhos para conhecer essa arte", afirmou o tatuador Igor Aragão.

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Nilton Hermenegildo faz parte do público mais experiente que esteve no evento

Igor veio do Rio Grande do Norte, tem 33 anos e já tatua há seis. Suas tatuagens mesclam cores e efeitos que lembram o grafite das ruas. Este é o terceiro ano consecutivo que ele participa do evento. Para ele, este tipo de evento é importante também para divulgação do trabalho dos tatuadores. "Pra quem vive no mundo da tatoo, é muito bom fazer esse trabalho, participar destes eventos e ser reconhecido entre os melhores", destacou.

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O tatuador Igor Aragão finalizando a tatuagem de Paula Barros

O público presente no encontro teve a chance de fazer tatuagens gratuitas com os tatuadores que concorreram em 16 categorias. Paula Barros, a Paulinha Medusa's do grupo Medusas Moto Clube, de 28 anos, não perdeu tempo e se candidatou como cobaia de Igor. Sua tatuagem demorou mais de 12 horas para ficar pronta. Segundo o tatuador, este tipo de tatuagem, feita em convenções e encontros, exige maior atenção do que as tidas comerciais, que normalmente vemos em qualquer estúdio. "A parte mais demorada ainda é a do acabamento, são muitos detalhes", esclareceu.

Entre as mulheres também estão tatuadoras como Pollyana Mattana, que tatua há dois anos. A petrolinense de 27 anos destaca o caráter de integração do evento. "Tem muita gente boa daqui e de fora  tatuando. Bandas que não conhecia se apresentaram e , sem dúvida isso é uma troca de experiências e, além disso, esse contato direto com o público é muito legal", enfatizou.

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Pollyana Mattana tatua há dois anos e vê nesse tipo de evento uma oportunidade de trocar experiências

Além de tatuadoras, muitas das mulheres presentes são esposas de tatuadores. Alana Laete de 25 anos é um exemplo. Ela é casada com o tatuador  Manoel Laete e faz questão de ir a todos os eventos que o marido participa. "O trabalho de tatuador é como qualquer outro trabalho". Além de estar presente em todos os eventos, Alana agora leva seus filhos. "Faço questão de trazê-los para verem a arte que o pai deles faz", concluiu.

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Alana Laete faz pose ao lado dos filhos gêmeos de 10 meses que já acompanham o pai nos eventos

Se depender da diversidade do público presente no evento, os tatuadores podem estar mais confiantes de que o preconceito tem sido vencido aos poucos e, eventos como este, onde o público tem a oportunidade de conhecer diferentes modos de pensar e diferentes formas de arte, só têm a acrescentar à cultura regional.

Fotos por Helen Sampaio

 

Comentários  

 
0 #1 Pollyana 18-07-2013 22:02
Só pra arrumar, não sou de Petrolina, nasci no Rio de Janeiro e, tatuo a 8 anos. Cuidado com as informações que vcs distribuem errado.
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